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10/13

Todo mundo que vai tirar o visto americano tem dúvidas sobre o dia da entrevista, mas só o que se vê por aí é um monte de blog falando que você deve levar uns 500 documentos e te colocando medo. Hoje estou aqui para falar como foi a minha ida ao consulado e desmistificar algumas histórias, como a de que você vai ter que acampar na fila como um fã da Beyoncé faria para conseguir ver a diva de perto caso queira ser atendido.

Para começar, se você vai fazer a entrevista em São Paulo e não mora perto da linha amarela do metrô (pobre), é bom que marque antes das 07h ou depois das 10h. Por quê? Porque provavelmente você vai chegar mais rápido aos EUA do que ao consulado, já que o trânsito não colabora. Se você não tem carro (pobre), o melhor é marcar bem cedo pra não pegar o horário de pico e não gastar o preço de um apartamento no Morumbi na corrida de táxi.

Ao chegar lá, há um patrimônio cultural brasileiro: a fila. É rápida, então não se estresse. Você não pode entrar com celular. Eu deixei o meu em casa, mas tem vários guarda-volumes em frente e você pode deixar por lá por módicos R$ 5 ou R$ 10. Nada disso é oficial, então não garanto que ao voltar lá seu smartphone não foi substituído por um Startac.

Estranhamente ao chegar na fila, o pessoal da triagem (que verifica se tá tudo ok com passaporte e a página de confirmação de visto) ficou olhando pra mim e comentando algo. Obviamente me deixaram passar na frente de todos e me deram concederam o Green Card, porém é claro que só deviam estar comentando sobre o meu topete. Peguei mais uma fila (oba!), mas nem vi passar pois levei um livro. No geral, as pessoas não levam nada para ler, o que eu acredito ser burrice, a não ser que você goste de ficar estereotipando quem está na fila e fazer jogos mentais como “esse vai ter o visto negado” e “esse vai ser deportado ao chegar”. Ao chegar na triagem, uma das pessoas que comentou do meu cabelo me chamou e não viu que havia uma senhora antes de mim, por isso fui atendido por outra pessoa e logo jamais saberei sobre o Green Card.

Após a triagem, você vai parar mais uma fila (obrigado, Deus!). Leia o livro que você levou ou continue estereotipando as pessoas. Depois do detector de metais, você vai para um lugar cheio de bancos aguardar alguém chamar seu nome. No meu caso, sempre erram meu sobrenome, não entendo direito e as pessoas ficam repetindo com ódio de mim porque não apareço. Por isso, a dica nesse caso é ter um sobrenome fácil.

Daí, algo inusitado: outra fila! Você espera um pouco para ir até um guichê e ser entrevistado. Essa é a pior parte. As pessoas saiam chorando e gritando. Gente se jogando no chão por terem o visto negado, contudo, não vi nada disso. Acho que todo mundo perto de mim deve ter tido o visto aprovado, pois saiam do guichê com um sorrisinho de canto de boca. Ao lado do meu guichê, estava a banda Capital Inicial tirando o visto. Eu tiraria uma foto pra provar, caso eu pudesse entrar com o meu celular. Não sei se eles conseguiram o visto, mas sei que o Dinho Ouro Preto usa colar de coquinho e eu negaria o visto de qualquer pessoa que usa colar de coquinho.

Na hora da minha entrevista, foi tudo tranquilo. Um senhor me fez perguntas que um senhor que adora puxar assunto na fila de ônibus faria. Perguntou o que eu faço da vida (além de ser lindo), quando eu ia, se eu tinha casa própria e de quem da minha família era a casa. Só isso. Todos os quarenta e sete mil documentos que levei ficaram dentro da pastinha. Saí de lá me sentindo vitorioso por ter sido tão fácil, mas ainda acho que o senhorzinho deve ter ficado entretido com o meu cabelo.

Se você não é procurado da polícia ou se você não é muito bonito (gente bonita deve ir se prostituir lá fora, eu pelo menos pensaria assim), vai dar tudo certo! Boa sorte com o seu visto!

 


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09/13

Ser taxado em compras internacionais é algo comum. Contudo, na alfândega, alguns pequenos detalhes são notados e são esses pontos que devem ser evitados para tentar não ser taxado. Veja as dicas:

- Encomendas de pessoas física para pessoa física geralmente não são taxadas. Por isso existem diversos serviços de envio de compras para um endereço fixo nos EUA, onde posteriormente suas compras serão enviadas como pessoa física.

- Pacotes grandes chamam mais atenção, logo, evite!

- Abaixo de US$ 50 a chance de você ser taxado é menor (mas isso não significa que você pode sair gastando US$ 50 por vez e achar que nunca será taxado). Ah, geralmente o frete também entra nos US$ 50 (algumas lojas especificam na nota).

- Embalagens com notas ou valores para fora também fazem com o que você seja taxado. Evite lojas “ indiscretas”.

- Embalagens ou caixas com a identidade visual da empresa geralmente são taxadas. O ideal é que suas compras venham em embalagens mais discretas. Como essas lojas enviam para o mundo todo, geralmente elas possuem embalagens padrão. Aconselho que, após finalizar a compra, você mande um email ou uma mensagem no site da loja virtual pedindo se é possível que enviem numa embalagem mais discreta. Não custa tentar, né?

Essas dicas são para compras pequenas (roupas, acessórios, coisas para casa, etc). Se você for comprar TV, videogame, tablet ou celular, com certeza será taxado. As embalagens são grandes e todos os produtos passam por Raio-X. Aí fica difícil de burlar. Sempre avalie se a compra realmente vale a pena!

Tem mais alguma dica? Conta aí!


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08/13

Provavelmente um dos prazeres que você tinha quando criança era pedir para sua mãe, pai ou qualquer adulto te levar no McDonald’s, né? Provavelmente você também pedia um McLanche Feliz, porque as caixinhas eram coloridas e você ganhava uma surpresa. E muito provavelmente, pelo menos uma vez ao ano, você trocava o McLanche por um Big Mac, certo? Se você não se lembra, acho que isso deve aguçar a sua memória: Não se sinta velho ao ver o vídeo, por favor. Tudo isso é pra mostrar que o McDia Feliz está completando 25 anos e é muito mais do que apenas trocar o seu lanche favorito por um Big Mac! O McDia Feliz é a maior campanha do país em prol de crianças e adolescentes com câncer, e também uma ação que contribui com o aumento dos índices de cura do câncer infantojuvenil. Em 25 anos de campanha, o McDonald’s já arrecadou mais de R$ 150 milhões, vendeu mais de 23 milhões de Big Macs, ajudou mais de 30 mil crianças, adolescentes e seus familiares, e beneficiou mais de 100 instituições (e se você é desses que duvida, entre aqui e veja as que fazem parte do projeto). ATENÇÃO: vídeo lindo e emocionante <3     Há 3 anos sou embaixador 2.0, ou seja, uso essa linda rede mundial de computadores para ajudar a divulgar nas redes sociais o McDia Feliz! ♥

Eu, o Alysson e a Ariane emanando amor. 

Esse ano, no último dia 10 de agosto, tive oportunidade de conhecer a Casa Ronald de São Paulo, que trabalha em parceria com o GRAACC no tratamento de quem mora fora da capital. Para se entender a dimensão do projeto, se a Casa Ronald ou outras instituições do gênero não existissem, e se não tivessem apoio financeiro, muitas crianças, adolescentes e suas famílias não teriam onde ficar e consequentemente não poderiam fazer o tratamento.

Embaixadores 2.0 do McDia Feliz.

A casa é super linda e bem receptiva. Os funcionários e voluntários trabalham com muito amor, dando suporte às mães e às crianças, ajudando na recuperação e no tratamento. Se sentir em casa não é difícil por lá! Inclusive, se você quiser ser voluntário, é só entrar no site, ligar ou mandar um e-mail! São 6 unidades da Casa Ronald pelo Brasil. Viu? Não é só um Big Mac. Tem muita coisa por trás e com certeza, em algum ano, você ajudou a construir isso. Que tal ajudar esse ano também? Tweet com a hashtag #McDiaFeliz, tire fotos, divulgue! Dia 31 de agosto é o McDia Feliz. É dia de transformar Big Mac em sorrisos! ;)


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