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Recentemente tive a oportunidade de conhecer a Casa Ronald de São Paulo, que trabalha junto ao GRAACC no tratamento de crianças e adolescentes que moram fora da capital. Por lá, além de todo o suporte na recuperação e tratamento, uma coisa ficou nítida: as crianças têm espaço para brincar e aprender, para compartilhar experiências e motivações e principalmente para aproveitar a infância.

Amanhã, dia 23 de novembro, é o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil e o tema da campanha do GRAACC desse ano é: “Criança com câncer tem que aproveitar a infância como qualquer criança”. Para explorar o mote, desenhos como a Turma da Mônica, Garfield e Hora da Aventura vão aparecer de cabeça raspada pela TV, tirinhas de jornais e internet!

 


Hora da Aventura <3

 


Turma da Mônica <3

 

Como vocês notaram, nenhum dos vídeos faz menção à doença e somente no final os personagens mandam uma mensagem de apoio, dizendo que “os carequinhas” têm mais é que se divertir! O objetivo é resgatar a autoestima das crianças com câncer e acabar com um preconceito que existe com esse tipo de tratamento, já que muita gente olha com “pena” dos pacientes e poucos sabem que institutos como o GRAACC já têm taxas de mais de 70% de cura e que crescem a cada ano.

Quer ajudar? Você pode fazer doações por aqui ou pode mudar o seu avatar no Twitter ou Facebook para um dos personagens dos desenhos!

 

 

Entre no site: http://www.carequinhas.com.br. É só escolher um personagem, participar e compartilhar! ;)

 


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Nunca soube guardar dinheiro, mas sempre soube gastar muito bem. Também sei negociar como ninguém. Quando criança, dava um jeito de conquistar o meu lanche na hora do recreio vendendo lindos adesivos para os alunos. Vendia mais barato que a vendinha de doces e a banca de jornal e pronto, todos os coleguinhas compravam de mim. Isso rendia pelo menos um Cheetos e um DipnLik!

Cresci e resolvi colocar em prática a minha habilidade em pesquisar e barganhar em um mercado que não entendo nada: troca de moedas. Cheguei no dilema de todo mundo que viaja: meu deus, qual é a casa de câmbio mais barata? Como eu faço para obter a melhor cotação? Como não deixar uma vida ao trocar reais por dólares? (ou qualquer outra moeda). Bem, aí vão alguns toques:

 

 

Fique de olho em sites de economia e negócios
É uma chatice? Sim. Você tem que entender tudo sobre BOVESPA e Dow Jones? Não.
A ideia é simples: quando for viajar e começar a pensar em comprar dólares, entre em sites do gênero e leia as notícias sobre a alta ou queda do dólar. Sempre há especulações sobre quanto tempo a moeda vai ficar no topo e quando ela vai cair.

 
O dólar caiu. Compro agora?
Olha, não compare o dólar com a sua vida sexual, que tende sempre à queda. Compare com a sua vida amorosa. Tem seus altos e baixos, e o melhor é investir quando está em caindo, pra subir novamente e “aquecer a moeda”. Em outras palavras: não espere o momento certo. Compre pelo menos um pouco quando notar que ele caiu. (o dólar, só pra esclarecer)

 
Nossa, que chatice, só quero comprar essa merda de moeda. Não tem um jeito mais fácil?
Tem, sempre tem. Quando você estiver a fim de finalmente comprar dólares, entre em vários sites, ligue para diversas Casas de Câmbio e bancos que trocam moedas. Quando você encontrar a menor cotação do dólar de turismo, mesmo que o lugar não fique tão perto da sua casa ou trabalho, entre em contato com uma que fique mais perto e diga o valor que encontrou. Como tecnicamente você vai trocar um valor alto, ninguém vai querer perder a venda, né? Vão chegar pelo menos no câmbio que você encontrou e talvez até role um delivery grátis.

 

E você, já se deu bem ou se deu mal com essa história de câmbio?

(Câmbio. Desligo.)

 

 


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Resolvi que finalmente escreveria um texto, daqueles que a gente fala tudo o que está entalado na garganta e que provavelmente muitas pessoas vão se identificar e pensar “nossa, foi escrito pra mim!”, só porque em algum momento da vida elas imaginaram a mesma coisa e não pararam para colocar em um moleskine, num papel de pão ou mesmo em um .doc de Word. É capaz que essas mesmas pessoas tenham tido as mesmas vontades que eu.

 

Elas estão com mil “projetinhos pessoais” que não colocam em prática. Estão com vontade de voltar para o inglês, já que há um bom tempo não conseguem mais acompanhar um seriado sem legenda e muito menos alcovitar o que um casal de gringos está falando na mesa ao lado no restaurante. Querem começar uma pós-graduação em qualquer coisa que seja reconhecida pelo mercado, só para enfeitar o currículo. Devem estar com desejo de colocar em prática aquelas vontades bobas de quando se é criança, como um bom curso de teatro e canto, e quem sabe atuar em uma peça de apresentação única com ingressos por simbólicos R$ 3. Precisam urgentemente fazer uma viagem para o exterior e estão procurando conselhos financeiros para economizar e em até um ano fazer um “mochilão-chic”, com hospedagem em hostels que saíram na Viagem e Turismo, e criar álbuns no Facebook com o nome de cada destino, incluindo um monte de fotos de pontos turísticos que poderiam ter sido facilmente retiradas do Google.

 

Acho que essas pessoas que possuem vários pequenos sonhos que ainda não saíram do mundo das ideias têm um pouco de medo de largar uma vida de comodismos, seja no trabalho, família ou relacionamento. Não vão pedir demissão e jogar tudo pro alto por causa de um monte de besteirinhas,  até porque planejar o futuro profissional da muito mais trabalho do que planejar o pessoal.

 

Provavelmente essas pessoas jamais saberão o prazer de conhecer a si próprias, suas verdadeiras capacidades e prazeres diários encontrados em realizações íntimas. Provavelmente essas pessoas preferem viver com a certeza do que possuem que buscar novas certezas para viver. Provavelmente essas pessoas não se descobriram. Provavelmente essas pessoas “sou” eu.


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