07
05/13

Na minha última viagem para a “Praia Grande da Classe Média Emergente”, aka Buenos Aires, tive a oportunidade de ficar num hotel que sempre quis desde que o descobri quando trabalhava na agência de viagens, o Axel Hotel. Lembro que não se falava em outra coisa na época da inauguração, por um bom motivo: é um hotel “heterofriendly”, e não o contrário, como costuma ser.

Certamente Marco Feliciano não representa este hotel, contudo, se engana quem acha que só menines se hospedam por lá. Durante a minha estadia vi de tudo: casais gays (homens e mulheres), casais heteros, casais de idosos. As áreas comuns do hotel são todas de vidro, ou seja, ele é transparente. O preconceito fica do lado de fora, já que por lá você pode ver “tudo”.

 

O quarto é uma graça. Tem portas deslizantes e armários para guardar suas roupas. A cama é bem gostosa e por isso você corre o risco de não querer acordar cedo para os passeios previstos (isso realmente aconteceu comigo!). Agora vem a parte divertida: a ducha do banheiro fica no meio do quarto, é totalmente de vidro e ainda há um espelho na frente. Você vê a outra pessoa tomando banho! Se for com um cônjuge, apenas HOJE TEM. Se for com amigos, seja liberal ou aproveite para conhecer o hotel enquanto o coleguinha fica limpo.

“Walls Are Optional” é o mote do Axel Hotel. Muitos hóspedes vão sozinhos e aproveitam para conhecer pessoas do mundo todo que se hospedam por lá. A ideia é “ver e ser visto”, já que é possível visualizar quase tudo, menos os quartos. Claro, isso também é opcional, graças a placa “Please Disturb”, que você pode deixar do lado de fora do quarto caso esteja flertando ou seja mais danado.

 

Ainda pra quem é danado, há o Spa Axel Wellness. Por lá, além de duas jacuzzis e uma sauna, há uma piscina que é o teto do hotel. Se tiver gente na piscina, você saberá. Apesar do clima ~erótico~, eu não vi nada rolando por lá, a não ser um ou outro flertando.

A piscina do spa é aquecida, o que é ótimo para o outono/inverno, quando a piscina da área externa fica fechada. Na primavera/verão no Axel Hotel rola uma pool party todo domingo no Sky Bar, onde há a piscina a céu aberto. A parte mais legal disso e que eu adoraria ter aproveitado é que em volta da piscina há chuveiros com pole dance. Então dá pra você tomar uma ducha enquanto performa! (nota mental: voltar ao hotel no verão só pra fazer isso)

 

Mais fotos, vem:

 

#HOJETEM #ESSEGOSTA

 

 

 

Fazendo figuração no hotel apenas para mostrar o look do dia.

 

Pra quem quiser saber mais sobre a rede Axel Hotels (sim, eles possuem hotéis em diversos países), ver mais fotos, saber mais detalhes, o site é: http://www.axelhotels.com/.

 

 

 

 

 


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26
04/13

A sociedade matriarcal me contaminou e não sei como me livrar dela. Acordo todos os dias com medo de estar atrasado demais e ser mandado embora – me esqueço de que as profissões da geração Y (chame como quiser) são mais flexíveis e que atrasos são tolerados. Contudo, não tolero sair tarde do trabalho, pois esta mesma sociedade me mostrou que o Bater Cartão todos os dias é o correto. Aliás, o que é correto? Essa modernidade toda de roupas e estilos está certa? Meu Deus, que tipo de pessoa aceita essa calça mais justa e um ridículo undercut? E esse monte de tatuagens, hein? Você sabe que as pessoas vão te olhar feio nas ruas, apontar o dedo e cochichar para a pessoa ao lado que provavelmente esse corpo todo rabiscado é de um ex-presidiário, que nunca mais vai se encaixar nos padrões sociais novamente. Esse piercing é coisa de vagabundo. Esse alargador é coisa de drogado. Essa droga aí acaba com você, que em breve estará assaltando a casa da família inteira, roubando o micro-ondas para trocar por uma pedra de crack. Pare de gastar tanto dinheiro com Hoje e guarde para o Amanhã. Dinheiro com aluguel é dinheiro jogado fora. Junte e compre algo seu. Por que você não compra um carro? Invista em seu futuro. Faça um curso, uma pós, volte a estudar. E se eu morrer, você vai saber se virar? Aprenda a fazer comida, congelados fazem mal. Comer fora faz mal. A comida é contaminada, ninguém sabe a procedência, é tudo feito com mãos sujas e desconhecidas. Você não arruma o seu quarto, vai saber arrumar sua vida? Você precisa namorar. Não, não faça isso pela internet, onde só existem sociopatas, estupradores e gente do mal. Não faça amigos pela internet. Não compre pela internet. Não digite seu CPF, vão tirar tudo o que você tem, o seu nome, que é só o que temos nesta vida.

 

Só me sobra um nome e uma bagagem maternal que não gostaria de carregar. Mas não tenho opção: minha mãe sempre ensinou a carregar as malas para os mais velhos.


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20
04/13

Acabo de ler “A Culpa é das Estrelas”. É o tipo de livro que você se perde entre os mais diversos sentimentos, ficando triste e feliz numa mesma página.

O livro conta a história de Hazel Grace, uma menina de 16 anos, com de câncer de pulmão em estágio terminal, que vê a sua doença de forma diferente, sem o clichê de “luta contra o câncer”, com uma visão mais poética, triste e talvez conformista sobre sua evolução gradativa, tempo de vida e a morte. Sem muitos amigos, em uma reunião do Grupo de Apoio a Crianças com Câncer ela conhece Augustus Waters, e a partir daí a trama começa de fato.

Hazel coloca a vida de doente como uma não-vida, à espera do momento de sua morte. Mas no decorrer da história ela vai mudando sua concepção, dando menos espaço para a morte e mais espaço para viver a própria vida de modo mais sincero e honesto, descobrindo pequenos prazeres e sentimentos, encontrando um sentido ao lado de Gus.

O que mais me tocou no livro foi a sinestesia de reviver um pedaço da minha história. Esta semana, mais especificamente no dia 18 de abril, completou 4 anos que meu pai faleceu (neste texto dá para entender como aconteceu). Coincidentemente, peguei o livro para ler sem saber do que se tratava. Fiquei tocado desde o primeiro momento e a empatia foi inevitável. Acabei me lembrando de diversos momentos que se encaixavam com a história do livro.

O autor, John Green, consegue mesclar humor e comoção, usando palavras rebuscadas e leves (li “boazuda” em uma página e me perguntei se foi minha mãe quem tinha escrito o livro), além de frases reflexivas (algumas que já se tornaram/vão se tornar clichê).





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