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01/14

Todo ano é a mesma coisa: nunca consigo programar o Réveillon por causa do trabalho. Acabo optando por pousadas no litoral de São Paulo, que se aproveitam de quem não sabe o que fazer da vida e cobram uma fortuna. Em 2013, fiz diferente: desde o meio do ano decidi ficar de olho nas promoções de passagens aéreas. Foi assim que, num belo sábado de madrugada, encontrei uma promoção para passar o Réveillon em Nova York. E claro, como nem tudo são flores, eu teria que passar o Natal no voo e chegaria lá no dia 25. Nos próximos posts, vou contar um pouco do que vi e fiz por lá, sugestão de roteiro e essa coisa toda que a gente faz quando viaja! ;D

 

Para começar, montei um roteiro dia a dia, adequando os horários e vendo como fazer quase tudo o que eu queria. Tem gente que não sabe muito bem o que fazer e pensa “ah, quando eu chegar lá eu decido!”. Sério, é a pior coisa que você pode fazer quando vai viajar. Programe-se! Assim dá pra ver um pouquinho de tudo! Se você quiser baixar o roteiro, está aqui.

 

O voo foi tranquilo. Não teve Papai Noel desejando Feliz Natal e também não vi nenhum trenó passando pelo céu. Não rolou ceia, mas o jantar da Delta não deixou a desejar!

 

Chegando no aeroporto, a parte que todos temem: imigração. Haviam agentes que pareciam mais simpáticos, mas não dei tanta sorte e caí num guichê com uma moça meio mal-humorada. Ela me fez algumas perguntas básicas: o que faço da vida, o que ia fazer lá, quanto tempo ia ficar e em qual hotel. Se você não fala inglês, também não tem tanto problema. Eles falam espanhol quando preciso.

 

Como cheguei as 5h30, fui para o hotel, descansei e segui o roteiro: ir para Times Square. A minha programação me levou pra lá no primeiro dia pois não sabia se as coisas estariam fechadas. A maior parte dos museus não abria, então foi uma boa opção. A cidade estava muito lotada e parece que todos tiveram a mesma ideia: comprar ingressos para musicais da Broadway na TKTS.
A TKTS é um lugar que vende ingressos para a Broadway, para o mesmo dia. Fiquei cerca de uma hora e meia na fila (no frio de -3°C, mas tudo bem!). Escolhi Chicago e mesmo com desconto, o preço não foi o mais agradável de todos. Para aquela data os descontos não eram tão baixos.

 

Depois de comprar os ingressos, dei uma volta pela região. Existem várias barraquinhas vendendo luvas, gorros e protetores de orelha. Também existem várias vendendo pretzels (e eles sempre deixam queimar, então você vai sentir um cheiro estranho as vezes). Pra ~me sentir em casa~, comi em uma daquelas pizzas de US$ 1. Os pedaços são bem generosos, então vale a pena.


Logo no primeiro dia, já entendi a logística do Starbucks por lá. Ao contrário do Brasil, onde as pessoas gostam de ir para postar no Instagram (brincadeira!), lá as pessoas vão para se aquecer. Um café bem quente faz muita diferença para quem fica muito tempo na rua. As lojas da região também estavam abertas. Passei na Forever 21 e honestamente não vi muita coisa pra homem. Tem roupas incríveis, mas a parte feminina parecia o paraíso pras mulheres.


O musical foi ótimo. Se você já viu o filme, vai notar que as falas são exatamente iguais. Ao contrário da maior parte dos novos musicais, não existe um cenário incrível. A orquestra fica em cima do palco e quem sustenta são os atores, que são ótimos. A parte “chata”: na TKTS não deixam você escolher o seu lugar, então fiquei no canto sem saber que ficaria. Vá preparado pra isso.


Quando se está viajando, a hora não é muito sua amiga. Se você vai no Natal pra NY, ficar pela região da Times Square já ocupa boa parte do seu tempo e você não vai ficar sem fazer nada, pode ter certeza!

 


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