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04/13

Acabo de ler “A Culpa é das Estrelas”. É o tipo de livro que você se perde entre os mais diversos sentimentos, ficando triste e feliz numa mesma página.

O livro conta a história de Hazel Grace, uma menina de 16 anos, com de câncer de pulmão em estágio terminal, que vê a sua doença de forma diferente, sem o clichê de “luta contra o câncer”, com uma visão mais poética, triste e talvez conformista sobre sua evolução gradativa, tempo de vida e a morte. Sem muitos amigos, em uma reunião do Grupo de Apoio a Crianças com Câncer ela conhece Augustus Waters, e a partir daí a trama começa de fato.

Hazel coloca a vida de doente como uma não-vida, à espera do momento de sua morte. Mas no decorrer da história ela vai mudando sua concepção, dando menos espaço para a morte e mais espaço para viver a própria vida de modo mais sincero e honesto, descobrindo pequenos prazeres e sentimentos, encontrando um sentido ao lado de Gus.

O que mais me tocou no livro foi a sinestesia de reviver um pedaço da minha história. Esta semana, mais especificamente no dia 18 de abril, completou 4 anos que meu pai faleceu (neste texto dá para entender como aconteceu). Coincidentemente, peguei o livro para ler sem saber do que se tratava. Fiquei tocado desde o primeiro momento e a empatia foi inevitável. Acabei me lembrando de diversos momentos que se encaixavam com a história do livro.

O autor, John Green, consegue mesclar humor e comoção, usando palavras rebuscadas e leves (li “boazuda” em uma página e me perguntei se foi minha mãe quem tinha escrito o livro), além de frases reflexivas (algumas que já se tornaram/vão se tornar clichê).





1 comentário



  • Karen Ramos

    Demais <3 Eu gostei deste livro, apesar de não dar 5 estrelas para o mesmo.


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