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03/13

Não me vejo ansioso por datas comemorativas, como Natal e Ano Novo, para ir à papelaria, comprar vários cartões bonitinhos e enviar para alguém que amo. Hoje, no máximo, mando uma inbox ou deixo uma mensagem no mural com um simples “boas festas!”. É de coração, mas de longe é parecido com o que nossos pais e avós fazem: ter carinho e cuidado em cada mensagem.

Os “mais velhos” tem costumes que não temos. Não pegamos o telefone e ligamos para alguém que não falamos há anos. Se um amigo não está nas redes sociais, dificilmente será lembrado. Não gastamos mais com SMS, só com Whatsapp. Quem não tem smartphone, paciência, não merece falar conosco. Não mandamos cartões postais quando viajamos. Se passarmos numa banca de jornal, estarão lá, empoeirados. Não escrevemos mais cartas, só e-mails. Quem não tem um, não merece nossas palavras.

Desaprendemos o físico e convivemos apenas com o que é virtual. Papel é caneta é retrogrado. Telefone fixo é ultrapassado.

Sinto falta desses pequenos hábitos que tornam qualquer manifestação de afeto realmente afetiva. Mas, numa era digital, ser vintage é postar uma foto em sépia, não escrever no papel de carta.

Que nossa geração deixe de ser vintage, e torne-se retrograda.


1 comentário



  • Duilio

    Hummm, tudo bem a moderninade facilita as coisas… Mas recuperar estes hábitos vintage q vc menciona só depende de vc… Certeza q qq pessoa que receba uma manifestação vintage vai curtir e muito !


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