O dia 12 de junho é desesperador. Quem não namora, sofre por estar só. Quem namora, sofre por não saber o que dar de presente. Qual dos dois tipos sofre mais? Aquele que não sabe amar a si próprio.
Não é muito difícil escolher um presente de dia dos namorados. Você pode apelar para perfume, chocolates, livros, CDs, DVDs ou flores, cair no clichê e possivelmente ter um relacionamento desgastado por presentes que todo mundo ganha, seja do “amor da sua vida”, seja da tia que você não vê há décadas e não sabe o que te dar. O segredo do presente certo não é surpreender a pessoa presenteada, é surpreender-se na escolha do presente.
Se ainda assim você ficar perdido entre cartões do Garfield e da Moranguinho dizendo “Uma pessoa especial merece um presente especial [ESCREVA AQUI A SUA MENSAGEM]”, não se desespere. Pense em coisas que você gostaria de ter. Reza a lenda que o melhor presente é aquele que adoraríamos ganhar.
Mas se além de sem ideias você ainda está sem dinheiro, apele para a coisa mais açucarada e melosa que um casal pode fazer: cartinhas sinceras de amor. Pegue uma caneta e escreva tudo o que está sentindo (fale de coisas boas, pois você deve esperar pra falar de coisas ruins pessoalmente, quando ver que o seu presente não é nada daquilo que você imaginava).
Você ainda pode abusar da criatividade: pegue uma aliança de plástico que vem nos chicletes, um tijolo, uma chupeta e coloque dentro de uma caixa. Depois, escreva uma bela carta dizendo: “A aliança é para você me pedir em casamento. O tijolo é o primeiro da nossa futura casa. A chupeta é para o nosso futuro filho. Beijos. Te amo”. Se ele gostar, pode ter certeza que vocês foram feitos um para o outro. Se odiar, você nem precisa mais se preocupar pois o seu relacionamento acabou aí.
Se nada disso der certo, agradeça. Não era amor, eram presentes.