Hoje é dia de meme, bebê.
Amanhã também vai ser, vem gente!
E vai ser pra sempre.
Calma, tá tudo bem agora, só que não.
Para quem não sabe, um meme é algo que se propaga rapidamente pela internet, como expressões, vídeos, emoticons, desenhos e etc. (Todos deveriam saber o que é um meme, até a Luiza, que está no Canadá.) O problema é que os memes viraram vírus, literalmente. Não existe mais limite nem hora para usar.
As pessoas dão “bom dia” acompanhado de “sua linda”. Desaprovam atitudes com “aham Cláudia, senta lá”. Se manifestam “xingando muito no Twitter”. Se divertem tomando “bons drinks” ou usando “dorgas”. É TENSO.
O Facebook é um desabafo nerd de “Como me vejo > Como veem > Como é realmente”. Tudo virou “Feice”. Humor no Face, Rir no Face e Risadas no Face deviam mudar o nome para Morrer no Face. No Twitter não existe sensatez. Agora temos apenas dor e sofrimento de @’s propagando memes compulsivamente, como bêbados que não conseguem largar a garrafa de pinga enquanto andam na rua.
O mundo parou de usar expressões normais. Não se vai mais à padaria pedir pão sem soltar um bordão conhecido internet. Não dá para ligar a TV sem ver jornalistas criando bordões. Não dá para sair na rua sem ser filmado ou fotografado e parar na web. Mataram a criatividade com bordões repetitivos.
E vai chegar o dia em que todos serão Luizas, que acabaram de voltar do Canadá, indignados feito Carlos Nascimento por não sermos mais inteligentes. Seremos uma Julia Bueno, com ou sem orgia, e teremos vídeos no Youtube com trollagens de amigos. Viraremos “501 Tumblrs de alguma coisa engraçada por um dia” e a trilha sonora de nossa vida será a de Nyan Cat. Vamos nos misturar com a internet e não teremos para onde ir, ao não ser ficar entre ~tils~. Ficar, porque vai ter bolo.
Apesar dos pesares, existe uma salvação: CORRÃO!