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05/11

Não há quem não viva um pecado diário, ou pelo menos passe perto de um. Uma loja de grife, um rodízio de comida, um espelho, uma briga, um dinheiro escondido, uma vontade de não fazer nada. Estes são apenas seis dos sete pecados capitais, porque existe um que se considera o pior de todos (e gostaria de ser igual aos demais), certo Inveja?

A Inveja é traiçoeira! Ela entra na sua vida como um sociopata, que se torna seu amigo, te abraça, sai contigo, mas quando menos se espera ele te dá uma apunhalada e você morre, ou fica sem um rim. No caso da Inveja, o seu rim pode ser os seus amigos, seus pertences ou a sua vida. A Inveja não poupa nada, seja um bem material ou psicológico, se ela aspirar, ela vai cobiçar.

Não tente fugir, Ela vai aparecer dar um jeito de estar perto de você, através de um correio eletrônico ou numa festa de criança. Se você almeja um bem material, esqueça! De início Ela não fará muito, além de elogiar e dizer que sempre quis “um” igual. Depois a Inveja vai comprar algo idêntico, ou caso ela não tenha condições, vai desejar que você seja assaltado, numa espécie de justiça injusta, e vocês ficarão quites.

Caso tenha uma família feliz, amigos incríveis ou o amor da sua vida, aguarde. Ela dará um jeito de arrumar uma intriga, inventado alguma história mirabolante do tipo “ele curte necrofilia com animais” para sua mãe e amigos, além de tentar seduzir (leia-se abrir as pernas) para o seu pretendente. A Inveja não mede esforços para atingir o que e quem for.

Quando você vir todas as suas conquistas indo por ralo abaixo, a Inveja vai estar lá, sentada em um trono vermelho aveludado, com uma corrente de ouro entre a boca, um sorriso maligno, seus pertences em um balde de gelo e todos os seus amores atrás dela (uma mistura de rapper com vagabunda de filme-adolescente-americano, querendo ser a rainha do colégio).

O que fazer para combater a Inveja? Dê um unfollow da vida real na pobre coitada. Acene de longe, não fale da bendita – que adora ser nomeada – em público, ignore os círculos sociais que ela frequenta e o melhor conselho-de-mãe: “não se misture com gente que não presta, meu filho”. No mínimo ela vai embora, ou vai morrer, de inveja.


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