Inventam dia de tudo. Dia das mães, pais, das crianças, de Jesus, de profissão e claro, do beijo. Aliás, não sei porquê inventaram esse dia, pois em dias especiais as lojas podem vender algo, no dia do beijo não dá pra vender beijo (até dá, se você comprar um pacote de sexo com um garoto ou garota de programa).
Aí você põe na cabeça que você tem que beijar, e esse dia é hoje! Você poderia fazer isso no final de semana, como todo bom solteiro convicto, ou a qualquer dia, como bom namorado/namorada/biscate que você é/pode ser. Não satisfeito, vai na lista do MSN, Gtalk, SMS, chat do Facebook e vai selecionando pretendentes, até alguém com o mesmo interesse que você aceite sair.
É um beijo, só um beijinho, pra não passar em branco essa data comemorativa tão especial, quase um aniversário de quando você começou a treinar a sua boca com um copo com gelo ou uma laranja, a fim de ter o melhor beijo da sua escola (obs: técnicas altamente enganativas – sempre mentiram sobre você beijar bem nos seus primeiros beijos). Não tem bolo, não tem vela, só tem beijo.
Finalmente, com o fulano-de-tal, você sai pra um barzinho, cinema ou qualquer coisa do gênero onde possa rolar pegação. Se rolar um beijo, a meta foi cumprida. Se rolar um “meta”, foi mais que uma meta cumprida, foi uma vitória. O problema é quando não rola nada e você volta pro copo com gelo ou pra laranja.
Contenha-se: não é todo aniversário que você ganha presente.