07
04/14

 

Quando comprei as passagens pro NY, o meu problema foi com hospedagem. Nessa época do ano os hotéis metem a faca, então pra ficar em Midtown ou pela Times Square seria preciso desembolsar pelo menos US$ 4000 por uma semana. Até os hostels estavam com preços absurdos! Nessa hora, apliquei os meus conhecimentos para encontrar hotéis mais baratos e achei o St. Marks Hotel.

 

Ele é bem parecido com o das fotos: bem simples e com quartos pequenos. Tem aquele bom e velho carpete marrom com carinha de Motel de beira de estrada de filme americano, mas era aconchegante, os funcionários bem gentis e prestativos e ficava na região de NY que mais gostei: East Village.

 

 Eu fingindo que queria mostrar o hotel de fundo porém é só #selfie.

A região é a Rua Augusta americana. Fica cheia de pubs, bares, karaokês. De noite, fica lotada daquela galerinha descolada. Passe lá esse horário, faz favor. Andando por lá, você verá que ela é meio rock, meio punk. Ramones e Andy Warhol foram um dos responsáveis pela popularização do bairro.

 

Chegando pela Astor Place, você vai ver um K-Mart, um mix de supermercado e loja de departamentos. Tinha muita roupa legal, comida barata e todas aquelas besteiras que você quer comprar e não sabe pra quê. Do outro lado da rua tinha um Wallfgreens (não entrei, risos).

 

Seguindo em frente, tem a St. Marks Place, onde fiquei hospedado. Ali é um mix de informações. Muitos pubs, comida, karaokês e lojas alternativas. Além do Ray’s Pizza Bagel, que ficava embaixo do hotel e salvava durante a noite, pois é aberto 24hrs, o Papaya King, famosa rede de hot dogs, havia uma lanchonete chamada “Japadog”, com uns lanches bem exóticos, com ramen, por exemplo. Ainda na rua, tem um Dallas BBQ, um desses restaurantes tipicamente americanos com muita comida e preço legal (sdds Sticky Chicken Tenders). Se estiver passeando de dia, no fim da rua tem um parque (Tompkins Square Park), bem gostosinho pra ficar admirando a paisagem.


Tico desabafando sobre o Teco e os problemas que assolam a Disney

 


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07
03/14


Quando você vai ~pros esteites~, um dos objetivos é gastar. Não adianta vir com papo de “ah, aproveite os museus, as coisas nem são tão baratas assim!”. Gastar é inevitável e eu não quis fugir do meu destino. Me programei pra passar um dia no Woodbury Common Premium Outlets.

 
Antes de mais nada, cadastre-se aqui e imprima os cupons de desconto. Você não vai usar todos, mas dá uma grande diferença no valor final!

 
Pra ir, é simples: basta ir até o terminal de ônibus Port Authority, na 42st e 8th Ave. Lá, no segundo andar, você vai ver um guichê da Shortline Bus. Dica: saia cedo. O primeiro ônibus sai as 7:15 e se você enrolar muito pra sair, pode acabar perdendo tempo, já que na hora do almoço os ônibus param (foi o que houve comigo). O último volta do outlet as 21:26.

 
O caminho é tranquilo e a viagem dura uma hora. É legal para observar as estradas de NY e ficar se sentindo dentro de um filme. Também dá pra ver Manhattan de longe, que é linda.

 
Chegando lá, vá ao Information Center e pegue mais um bloco com cupons de desconto. O lugar é grande, então é bom olhar no mapa as lojas que você gostaria de visitar pra não perder muito tempo. Se você é desses que curte grifes, tem uma área lá onde todas elas ficam concentradas (nem passei perto porque não gosto de passar vontade).

 
Como todo dia tem promoção, não existe truque ou macete. Eu particularmente não gastei o tanto que eu gostaria. Acho que o que mais gostei de comprar foi o Woody e o Buzz Lightyear na loja da Disney, que saiam pela bagatela de US$ 25 cada (sendo que aqui cada um vai custar pelo menos R$ 300). Também é válido levar uma mala de viagens. Eu não quis levar, achando que ia ser besteira, mas me arrependi. Você acaba carregando mais sacolas do que imagina e pra andar por lá é bem cansativo.

 

 


Se eu pudesse dar uma dica sobre o futuro, eu diria: se você vai pra NY, junte dinheiro, vá ao outlet e gaste sem dó! ;)


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24
01/14

Todo ano é a mesma coisa: nunca consigo programar o Réveillon por causa do trabalho. Acabo optando por pousadas no litoral de São Paulo, que se aproveitam de quem não sabe o que fazer da vida e cobram uma fortuna. Em 2013, fiz diferente: desde o meio do ano decidi ficar de olho nas promoções de passagens aéreas. Foi assim que, num belo sábado de madrugada, encontrei uma promoção para passar o Réveillon em Nova York. E claro, como nem tudo são flores, eu teria que passar o Natal no voo e chegaria lá no dia 25. Nos próximos posts, vou contar um pouco do que vi e fiz por lá, sugestão de roteiro e essa coisa toda que a gente faz quando viaja! ;D

 

Para começar, montei um roteiro dia a dia, adequando os horários e vendo como fazer quase tudo o que eu queria. Tem gente que não sabe muito bem o que fazer e pensa “ah, quando eu chegar lá eu decido!”. Sério, é a pior coisa que você pode fazer quando vai viajar. Programe-se! Assim dá pra ver um pouquinho de tudo! Se você quiser baixar o roteiro, está aqui.

 

O voo foi tranquilo. Não teve Papai Noel desejando Feliz Natal e também não vi nenhum trenó passando pelo céu. Não rolou ceia, mas o jantar da Delta não deixou a desejar!

 

Chegando no aeroporto, a parte que todos temem: imigração. Haviam agentes que pareciam mais simpáticos, mas não dei tanta sorte e caí num guichê com uma moça meio mal-humorada. Ela me fez algumas perguntas básicas: o que faço da vida, o que ia fazer lá, quanto tempo ia ficar e em qual hotel. Se você não fala inglês, também não tem tanto problema. Eles falam espanhol quando preciso.

 

Como cheguei as 5h30, fui para o hotel, descansei e segui o roteiro: ir para Times Square. A minha programação me levou pra lá no primeiro dia pois não sabia se as coisas estariam fechadas. A maior parte dos museus não abria, então foi uma boa opção. A cidade estava muito lotada e parece que todos tiveram a mesma ideia: comprar ingressos para musicais da Broadway na TKTS.
A TKTS é um lugar que vende ingressos para a Broadway, para o mesmo dia. Fiquei cerca de uma hora e meia na fila (no frio de -3°C, mas tudo bem!). Escolhi Chicago e mesmo com desconto, o preço não foi o mais agradável de todos. Para aquela data os descontos não eram tão baixos.

 

Depois de comprar os ingressos, dei uma volta pela região. Existem várias barraquinhas vendendo luvas, gorros e protetores de orelha. Também existem várias vendendo pretzels (e eles sempre deixam queimar, então você vai sentir um cheiro estranho as vezes). Pra ~me sentir em casa~, comi em uma daquelas pizzas de US$ 1. Os pedaços são bem generosos, então vale a pena.


Logo no primeiro dia, já entendi a logística do Starbucks por lá. Ao contrário do Brasil, onde as pessoas gostam de ir para postar no Instagram (brincadeira!), lá as pessoas vão para se aquecer. Um café bem quente faz muita diferença para quem fica muito tempo na rua. As lojas da região também estavam abertas. Passei na Forever 21 e honestamente não vi muita coisa pra homem. Tem roupas incríveis, mas a parte feminina parecia o paraíso pras mulheres.


O musical foi ótimo. Se você já viu o filme, vai notar que as falas são exatamente iguais. Ao contrário da maior parte dos novos musicais, não existe um cenário incrível. A orquestra fica em cima do palco e quem sustenta são os atores, que são ótimos. A parte “chata”: na TKTS não deixam você escolher o seu lugar, então fiquei no canto sem saber que ficaria. Vá preparado pra isso.


Quando se está viajando, a hora não é muito sua amiga. Se você vai no Natal pra NY, ficar pela região da Times Square já ocupa boa parte do seu tempo e você não vai ficar sem fazer nada, pode ter certeza!

 


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